RELAÇÃO AMOR E FELICIDADE VERDADEIRA

Amor e Felicidade verdadeira

Um dito de Russell aborda o dilema crítico entre esconder uma mentira para não ferir o outro e dizer a verdade para manter a dignidade na relação:“De todas as formas de cautela, a de amor é, talvez, a mais fatal para a felicidade verdadeira.”

Esses dias tenho me surpreendido pensando nas relações nossas de cada dia, e daí resolvi ouvir uns vídeos do Psicanalista Gui Facci, lacaniano e muito coerente naquilo que fala.

Depois de ouvir atentamente um desses videos, comecei a tentar entender os principais sintomas das neuroses mais comuns e como podemos conviver com elas.

Ele fala sobre os dois tipos mais presentes: a histeria e a neurose compulsiva obsessiva.

Interessante é que nós temos uma ilusão de que somos perfeitos e que as pessoas que se relacionam conosco todas sao imperfeitas e que na maioria das vezes vem em busca do que temos a oferecer a elas.

A verdade psicanalítica é que também não somos tão equilibrados assim, e que precisamos nos aproximar de alguém que tenha uma aproximação com a nossa loucura.

Por outro lado, nós precisamos entender que essa vontade de encontrar a tal alma gêmea que nos complete e que corresponda ao nosso ideal é a maior furada das galáxias, simplesmente porque a falta é estrutural – então ela sempre vai existir.

O mito da metade da laranja não é de hoje, ele existe desde Platão na Grécia Antiga e foi uma maneira que a humanidade encontrou pra explicar essa angústia interna que nos move em busca de alguém que nos complete e que podemos depositar todo nosso amor.

Só que a gente não foi ensinado a entender o amor, então ao invés de procurar uma certa pessoa, a gente fica procurando alguém idealizado e se frustrando com as pessoas que a gente encontra.

O processo de completude nas relações é um equívoco. Você está equivocado porque você está projetando algo do seu ideal no outro e exigindo aquilo como resposta. Mas é um equívoco necessário, não tem outro jeito.

Mas diferente do Amor Romântico – que exige distância e impossibilidade (tipo Romeu e Julieta) – o amor pós-romântico é muito mais mundano: tem muito mais a ver com quem vai te ajudar com a louça e fazer sua declaração de imposto de renda, resolver todos os problemas chatos que você tem na frente para resolver.

É aí que o bicho pega porque se apaixonar por uma ilusão é fácil, mas amor na convivência com alguém diferente é que são elas.

Então se a gente quer construir relações possíveis e duradouras, melhor a gente tentar entender a nossa neuroses e a do outro e ver como elas se relacionam…

Ao invés de buscar alguém pelas qualidades idealizadas, precisamos entender que a gente deve olhe para as angústias dos objetos amados e valorizar pessoas que têm angústias similares às nossas.

A mágica acontece na vulnerabilidade!

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ZILMAR FERREIRA FREITAS

ZILMAR FERREIRA FREITAS

O Dr. Zilmar é o diretor da escola há mais de 15 anos.Ele tem títulos avançados em Educação, Psicanálise, Filosofia e Administração. Possui graduação Bacharel em Psicologia (Centro Educacional Celso Lisboa/RJ), em Bacharel em Teologia (Integralização de Créditos/MEC) pela Faculdade de Ciências, Educação e Teologia do Norte do Brasil (2010), Licenciatura em Pedagogia e Filosofia (Faculdade Einstein), Pós Graduação em: DOCENCIA DO ENSINO SUPERIOR, pela Universidade Gama Filho, PSICOPEDAGOGIA, pela FACEI, SUPERVISÃO, ADMINISTRAÇÃO E ORIENTAÇÃO pela FACEI, Formação em Psicanalise pela ESCOLA SUPERIOR DE PSICANALISE CLINICA DO RJ, MESTRADO em Psicanalise da Educação pelo Centro Avançado de Educação e Cultura e DOUTORADO em Psicanálise pela AMERICAN UNIVERSITY e Teologia do Meio Ambiente, pela Faculdade Metropolitana de Educação e Estudos Teológicos. PhD Honoris Causa em Filosofia pela Erich Fromm World University.